Nos últimos anos, tardiamente,
mas talvez ainda a tempo para a gestação de alternativas,
começa a se desenvolver no Brasil, como em todo o mundo,
a consciência de que o ambiente natural não é
nem um inimigo nem um simples palco para o empreendimento civilizatório,
mas, sim, um componente ativo no processo de definição,
crescimento e maturação de qualquer civilização,
desde os tempos históricos (vale a pena recordar a frase-síntese,
bem conhecida, de Heródoto, "o Egito é um
dom do Nilo..."?).
Esta tomada de consciência tem duas vertentes bastante
nítidas e diferenciadas, mas que convergem para uma área
comum de preocupação e de reflexão: a primeira
nasce de uma preocupação puramente ecológica;
a segunda, de uma consciência do significado dos recursos
naturais renováveis, especialmente no campo energético.
Sergio Brito.