INSTITUTO BUZIOS
INSTITUIÇÃO  |  BOLETIM    |   PUBLICAÇÕES   |   GALERIAS   |   IMAGENS   |   PERSONALIDADES  | VÍDEOS






Movimento Negro
Movimento de Mulheres
Meio Ambiente
 
 
MÍDIA NEGRA E FEMINISTA
INFORME Nº 151 OUTUBRO 2017
Raça não é só identidade

Por Pedro Borges - Ashley Yates, ativista do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), disse, em entrevista ao Alma Preta, que o Brasil parece viver os anos de 1970 nos EUA, quando a comunidade negra experimentava o auge do Black Power (Poder Negro). Não há como saber com precisão se isso é verdade, ou mesmo o quão benéfica é essa comparação para os afro-brasileiros, vítimas de uma sociedade diferente da americana. O que se pode afirmar é que os assuntos de raça, gênero e sexualidade têm ganhado cada vez mais espaço na opinião pública e repercutido com maior intensidade nos movimentos sociais. O movimento negro, tão diverso quanto a sua comunidade, tem organizações e ativistas que colocam a questão racial como determinante para a formação do capitalismo e para a constituição da sociedade brasileira. O entendimento desse processo, porém, não parece ser compartilhado por toda a esquerda. Alguns vão se referir a raça, gênero, e sexualidade como políticas identitárias, e não estruturais. O resultado dessa leitura é a compreensão de que esses tópicos são de menor importância para a superação dos entraves nacionais. Na prática, recorda-se desses marcadores apenas em datas especiais, e/ou os nomeia apenas como setoriais de organizações. o Brasil viveu 388 anos de escravidão. Em 13 de Maio de 2018, completaremos 130 anos da abolição. Ou seja, passamos muito mais tempo sob o regime escravista do que sob o trabalho livre. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Nexo.

Um fim à negligência em relação aos problemas da mulher negra!

Traduzido por Edilza Sotero e Keisha-Khan Y. Perry - O artigo é a tradução de um ensaio publicado originalmente em 1949, pela intelectual e ativista negra Claudia Jones na revista Political Affairs. No ensaio, Jones demonstra as origens e as múltipmas dimensões da dinâmica do sistema de opressão a que eram submetidas mulheres negras e critica a inabilidade dos comunistas estadunidenses em mobilizá-las. Ao argumentar que as mulheres negras compunham a fração superexplorada da classe trabalhadora, a autora as posiciona como parecela central da militância internacional contra o fascismo e o imperialismo. Claudia Jones foi uma intelectual e ativista negra com trajetória singular na tradição radical negra, especialmente por seu engajamento no campo político da esquerda, associado a uma postura notadamente feminista, antirracista e anti-imperialista. Até a publicação recente de Left of Karl Marx: The Life of Black Communist Claudia Jones (2008), da autora Carole Boyce Davies, a vida e o pensamento de Claudia Jones haviam recebido pequena atenção acadêmica. Mesmo com o excelente trabalho de Davies e de outros subsequentes, Jones segue recebendo pouca atenção no conjunto de intelectuais que são identificadas como referência na escola de pensamento feminista negro e da tradição intelectual radical negra. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Revista Estudos Feministas, v. 25, n.3, setembro-dezembro/2017, pp.1001-1016, UFSC.

Luiza Bairros, uma “bem lembrada” entre nós

Por Ana Flavia Magalhães Pinto e Felipe Freitas - Diferentemente da visão limitada que a mídia empresarial foi capaz de apresentar, Luiza Helena de Bairros foi muito mais que secretária de Promoção da Igualdade Racial, no estado da Bahia, e ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, no governo federal, entre 2011 e 2014.4 Nesse último cargo, sua gestão é considerada por muita gente a melhor diante das possibilidades criadas para a pasta, mas não foi o ponto alto de sua existência. Da mesma forma, a relevância do seu pensamento dificilmente será medida pelo número de artigos e livros publicados, umparâmetro comumente usado pela academia convencional para determinar o quilate de um/a intelectual. Como assinalou Sueli Carneiro, durante conversa de orientação para este artigo, “historicamente, o movimento sempre produziu seus intelectuais; e rigorosamente, a academia Não é demais registrar, neste momento, que Luiza Bairros é uma das melhores expressões existentes entre homens e mulheres negras no Brasil que se entenderam legítimas/ os e habilitadas/os para pensar e propor possibilidades de se alcançar uma democracia real neste país. Efetivamente, Luiza escreveu e publicou mais do que imagina até mesmo a maioria das pessoas que a levavam a sério. Consequência de sua personalidade reservada e nada afeita a ostentar conquistas individuais, não é tarefa simples apontar até mesmo a totalidade de seus escritos publicados. Isso sem falar do tanto que produziu para as atividades de militância sem se identificar. Mais dificil ainda é dimensionar a quantidade de textos de amigos/as e companheiros/as de luta nos quais ela se embrenhou, organizando, ajustando e complementando argumentos; em alguns casos, assegurando mesmo a realização do potencial das ideias originais. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Revista Afro-Ásia, n.55, pag. 215-276.

Quando o racismo mora na esquerda

Por Juliana Borges - O racismo é um elemento estruturador porque um mito fundador da sociedade brasileira. Um mito fundador é o que está constantemente se atualizando e se mantendo estruturalmente na sociedade, de modo que, como nos diz a filósofa Marilena Chauí, “quanto mais parece ser outra coisa, tanto mais é a repetição de si mesmo”. Ou seja, o racismo se atualiza e se reconfigura historicamente na sociedade brasileira, alcançando todos os campos das relações sociais, ou seja, político, institucional, cultural, social, físico, territorial e, também, psicológico. São estas amarras, por exemplo, que constituem complexamente o emaranhado racista, passando pela assimilação da cultura e da sociabilidade afro-brasileira, ao passo que os próprios negros negam a si mesmos. Sendo o ser negro construído como figuração do pólo negativo nas sociedades marcadas pelo colonialismo e a instituição da escravidão –  e construindo não apenas uma dicotomia, mas uma ambivalência nestes polos –, este, na busca para ser parte, já que preterido do pertencimento como consequência do sequestro para a escravização, nega a si mesmo e aos seus iguais. Com isso, é fundamental a reconstrução de elos ancestrais da experiência transatlântica de transmigração e a reconstituição do que é ser negro e do que forma seu entorno numa sociedade de castas raciais. Leia o artigo completo. Fonte: Justificando.

Da colonialidade às lutas dos movimentos negros

Por José Evaristo Silvério Netto - Lutar (por direitos constitucionais) é um verbo presente nas experiências de vida de todas as pessoas pretas das nações africanas e diásporas, militantes ou não. No plano individual ou coletivo, nas experiências de foro íntimo ou em organizações da sociedade civil, pessoas pretas e pretos obrigatoriamente lidam, no dia a dia, com o racismo e seus impactos psicológicos, sociais, políticos, físicos, afetivos e ideológicos, dentre outros prejuízos à saúde e desenvolvimento humano. O racismo como conhecemos hoje é produto das mutações e simbioses socioculturais intimamente ligadas aos valores e princípios da colonialidade. De acordo com Aníbal Quijano, a raça é uma construção mental que expressa a experiência básica da dominação colonial. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Falante Cultural.

Notas, um tanto melancólicas, sobre a crise do projeto civilizatório na sociedade brasileira

Por Márcia Pereira Leite - Temos um Estado que se curva às exigências do capitalismo financeiro, colocando em prática uma regulação das relações entre capital e trabalho que atualiza um “capitalismo selvagem”. Vivemos, com as reformas trabalhista e previdenciária, um retorno àqueles tempos. As novas leis, a despeito das justificações do bloco no poder, promovem e viabilizam a expulsão dos custos de produção da força de trabalho da folha de pagamentos do capital e dos custos de sua reprodução ampliada por parte do Estado, por meio da aplicação de políticas públicas. Custos que se traduziram em direitos sociais de cidadania conquistados a duras penas pelos trabalhadores europeus, dos séculos XIX e XX, e que, entre nós, foram instituídos pelo governo Vargas – nos dois casos, como forma de lidar com os conflitos de classe. Mas, hoje em dia, as classes trabalhadoras não são mais “perigosas”. Sindicatos foram fragilizados pelos processos e dispositivos do capitalismo flexível, e os trabalhadores, capturados pela lógica do mercado, não têm instrumentos cognitivos, institucionais e políticos, para reagir coletivamente à barbárie anunciada e executada pelo capital. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Le Monde Diplomatique Brasil.

Dennis de Oliveira: Mídias negras no Brasil: histórico e perspectivas

O histórico das mídias negras se confunde com o enfrentamento ideológico. Logo após a abolição gradual e controlada de 13 de maio de 1888, momento em que se consolidava o projeto de “modernização conservadora” no Brasil, floresce uma imprensa negra visando reposicionar o negro no centro da agenda política. A imprensa negra, entretanto, surgiu antes da abolição. Na verdade, ela surge junto com a própria luta abolicionista. Em 1833, circula o jornal O Homem de Cor, fundado pelo tipógrafo Paulo Brito. Como boa parte de negros e negras escravizados eram analfabetos, a leitura do periódico era compartilhada. Grosso modo, a imprensa negra pode ser dividida em três fases nos seus primórdios e no final do século XX e inicio do século XXI, alguns fatores importantes passam a determinar o surgimento de uma quarta etapa das mídias negras. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Alma Preta.

Não, Feminismo não é sobre escolha

Feminismo voltou a estar na moda. Enquanto a pressão pelo uso da palavra começada com F tem se intensificado, figuras públicas, corporações e boa parte da mídia de massa tem propagado um versão pouco desafiadora de feminismo no imaginário popular. É um feminismo que nunca menciona a libertação das mulheres, mas opta por uma celebração da liberdade de “escolha”. Leia praticamente qualquer artigo online sobre feminismo e perceba como os comentários vão rapidamente recair sobre o debate da escolha. Não importa exatamente qual seja o assunto, as pessoas são rápidas em reenquadrá-lo em uma questão de empoderamento individual e direito de escolha das mulheres. Essa tática proporciona um bom desvio do debate sobre as estruturas de poder e normais sociais que ainda restringem mulheres de várias formas, em todas as partes do mundo. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Delirium Nerd.

Luis Felipe Miguel: Voltando à discussão sobre capitalismo e patriarcado

O debate teórico no feminismo dos anos 1960 e 1970 tinha como um dos seus eixos, a relação entre dominação burguesa e dominação masculina. Mas em boa parte das discussões atuais, ao menos naquelas com maior visibilidade, a questão tem sido pouco explorada. A emergência dos feminismos negros, indígenas e transgêneros leva ao reconhecimento da diversidade da condição das mulheres, mas “classe” é uma categoria que não é incorporada – ou é incorporada de forma muito marginal – ao debate. O artigo analisa as razões e as consequências deste esquecimento, revisitando as contribuições de autoras como Christine Delphy, Zillah Eisenstein, Heidi Hartmann e Iris Marion Young. Elas recusavam a simplificação do marxismo vulgar, que fazia com que "classe" fosse considerada a única variável relevante e tudo o mais, incluindo "gênero", fosse desprezado como secundário ou mesmo uma forma de diversionismo, buscando compreender a presença de padrões de dominação em certa medida independentes (já que um não poderia ser reduzido a mera derivação do outro ou vice-versa), mas que agiam de forma entrelaçada na produção do mundo social e de suas hierarquias. Ainda que nenhuma delas tenha produzido um modelo inteiramente convincente da relação mútua entre capitalismo e dominação masculina, elas avançaram na compreensão de processos cruciais. Essa relação continua central e é preciso avançar na compreensão de como se associam a dominação capitalista e a dominação masculina. Leia o artigo na íntegra. Terezinha Gonçalves | Fonte: Revista Estudos Feministas, v. 25, n.3, setembro-dezembro/2017, UFSC.

Feminismo Islâmico: mediações discursivas e limites práticos

Por Marcella Affonso - Pesquisa revela relações com islamismo e limites práticos de seu caráter religioso sobre seu caráter feminista. “O feminismo islâmico tem dado um arcabouço argumentativo para as mulheres discutirem a sua condição dentro da religião”. A avaliação é da pesquisadora Cila Lima, que, após constatar a existência do movimento, decidiu investigar quais são suas contribuições para a transformação da vida da mulher muçulmana, considerando tanto a relação que este estabelece com o islamismo quanto as implicações de seu caráter religioso sobre seu caráter feminista. Baseado nas próprias narrativas de diferentes feministas islâmicas expoentes — como Amina Wadud, Azizah Al-Hibri e Ziba Mir-Hosseini —, o estudo deu origem à tese de doutorado Feminismo Islâmico: mediações discursivas e limites práticos. Leia a matéria completa. Fonte: Jornal da USP.

Reportagem de Jorge Amado | Olga Benário Prestes: vitoriosa sobre a dor e a morte

Há 65 anos, Jorge Amado reuniu, num especial para a Imprensa Popular, as fortes impressões da militante comunista alemã Maria Wiedmaier, sobre as últimas horas de Olga Benário Prestes no Campo de Lichtenburg. O texto publicado na edição de 5 de maio de 1951, lembra aquela segunda-feira de páscoa (23/4/1942) que abalou todo o campo pelo carinho e admiração que todos os prisioneiros tinham por Olga. Veja o facsímile obtido no acervo da Biblioteca Nacional. Leia a reportagem na íntegra. Fonte: Fundação Mauricio Grabois.

Bem Viver, elemento para o Pós-Capitalismo?

Por Débora Nunes – Muitos repetem, mas poucos conhecem de fato, o conceito andino de Sumak Kawsay. Ele pode ter enorme impacto tanto na vida cotidiana quanto para uma nova economia. A expressão indígena andina Sumak Kawsay, que significa Viver Plenamente, tornou-se mundialmente conhecida como “Bem Viver” e expressa uma alternativa ao catastrófico desenvolvimento atual. Ao invés de aumento do PIB, da riqueza individual, do consumo, do sucesso a qualquer preço e da vida em velocidade estonteante, o Bem Viver busca simplesmente estar bem consigo, com os outros e com a Natureza. Talvez seja fácil de dizer e difícil de realizar, particularmente quando se está inteiramente inserido no sistema vigente, sem ver saídas. Mas isso não é uma invenção teórica, é uma prática milenar de vida comunitária e está sendo vivida hoje por milhões de pessoas. O Bem Viver torna-se político quando expande sua lógica para o sistema econômico, que deve ter bases comunitárias e ser orientado pelos princípios de solidariedade, de reciprocidade e de corresponsabilidade. Tudo isso só sendo possível em processos políticos de participação plena, de decisões compartilhadas. Leia o artigo na íntegra. Maisa Vale | Fonte: Outras Palavras.

A atuação dos indígenas na História do Brasil: revisões historiográficas

Maria Regina Celestino de Almeida - Para discutir a importância de incorporar os índios na História do Brasil como protagonistas, apresento uma reflexão sobre algumas mudanças historiográficas resultantes dessa incorporação, apontando a relevância acadêmica, social e política dessa prática. A inclusão dos índios em nossa história na condição de sujeitos tem propiciado novas interpretações sobre vários temas. Este artigo aborda alguns deles, priorizando minha pesquisa sobre os índios no Rio de Janeiro, em perspectiva comparativa com outras regiões do Brasil. Lembrando que a história indígena articula-se com as histórias colonial e nacional, o texto enfatiza a importância de estreitar diálogos entre os especialistas para compreensões mais complexas dos processos históricos. Do ponto de vista político e social, as novas interpretações históricas sobre os índios cumprem o papel essencial de desconstruir ideias preconceituosas e discriminatórias. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Revista Brasileira de História, v. 37, nº 75, 2017, ANPUH.

Resenha | Comuns, a racionalidade do Pós-Capitalismo

Depois de A nova razão do mundo, a editora Boitempo vai publicar no Brasil um novo livro de uma dupla de pensadores radicais, Christian Laval e Pierre Dardot. Numa obra anterior, A Nova Razão do Mundo, como já se sabe, tratam do neoliberalismo que, para eles, não consiste na reabilitação extemporânea do mercado como “ordem natural” e, assim, do laissez-faire; ele versa, isto sim, pela imposição de sua essência como modo de vida, como “ordem moral”, isto é, como uma “lógica normativa global”. Se o primeiro livo faz a crítica do neoliberalismo, este outro, que agora aparece em português, procura mostrar como se deve enfrentá-lo. Visa, assim, manter a esperança de que se possa derrotá-lo no futuro por meio de um feixe de lutas bem orientadas, as quais nascem localmente, mas sempre se espraiam e se fundem na escala global. Se o propósito do neoliberalismo é afirmar a propriedade privada e, com ela, a acumulação insaciável de capital, por meio da prescrição ilimitada da norma da concorrência, aquilo que o contraria deve estabelecer o princípio do comum e, com ele, a preservação da vida humana e do ambiente natural, institucionalizando práticas de cooperação democrática em todos os domínios. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Outras Palavras.

EXPEDIENTE

MÍDIA NEGRA E FEMINISTA
Boletim Eletrônico Nacional
Periodicidade: Mensal

EDITOR
Valdisio Fernandes

EQUIPE
Allan Oliveira, Aderaldo Gil, Atillas Lopes, Ciro Fernandes, Enoque Matos, Erica Larusa, Eva Bahia, Guilherme Silva, Kenia Silva, Lidianny Fonteles, Lúcia Vasconcelos, Luciene Lacerda, Luiz Felipe de Carvalho, Luiz Fernandes de Oliveira, Marcele do Valle, Marcos Mendes, Mariana Reis, Ronaldo Oliveira, Mônica Lins, Silvanei Oliveira.

COLABORADORES
Marcelo Gonzaga, Juciene Santos, Elenice Semini.

CONTATO
buzios@institutobuzios.org.br
Mídia Negra e Feminista no Facebook
 
site search by freefind
 
 
INSTITUIÇÃO  |  BOLETIM    |  PUBLICAÇÕES   |   GALERIAS   |   IMAGENS   |   PERSONALIDADES  |   FALE CONOSCO
Rua Professor Isaias Alves de Almeida 222, Ed. Chapada dos Guimarães, Sala-34B - Costa Azul / CEP: 41.760-120 / SalvadorBa Tels: (71) 9102-3139 - 3342-4707
This site is copyright © Instituto Búzios
By Designer Charles Santana 2009. Instituto Buzios