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MÍDIA NEGRA E FEMINISTA
INFORME Nº 149 AGOSTO 2017
Julgamento no STF ameaça direitos quilombolas

No próximo dia 16 de Agosto, o Supremo Tribunal Federal retoma o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3239. Trata-se do embate jurídico de maior importância para os direitos quilombolas desde a promulgação da Constituição de 1988, que reconheceu, no art. 68 do ADCT, o direito dessas comunidades aos seus territórios ancestrais. Uma grande mobilização está prevista para esta data em Brasília, reunindo comunidades quilombolas de todo o país. A ADI pretende a declaração de inconstitucionalidade do Decreto 4.887, de 20 de novembro de 2003, que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades de quilombos. A ação foi proposta em 2004 pelo então Partido da Frente Liberal (PFL), atual DEM, no intuito de impedir a titulação de territórios quilombolas. O ataque ao Decreto 4.887 representa um ataque a uma conquista institucional da luta de quilombolas de todo o Brasil. Durante o julgamento, novos pedidos de vista podem adiar novamente o desfecho final da ação. Junte-se à luta dos quilombolas pelo seu direito constitucional à terra e Assine a petição: https://peticoes.socioambiental.org/nenhum-quilombo-a-menos. Leia a matéria completa. Fonte: Justiça Global.

Cais do Valongo: aplicativo inovador da Agência Pública, expõe a história escravista do porto do Rio de Janeiro

Nenhuma área urbano no Rio de Janeiro mudou mais nos últimos cinco anos do que a Região Portuária. Há pouco tempo, era uma área fortemente negligenciada. No entanto, nenhum nível de higienização pode mascarar a história por trás de todo esse desenvolvimento. Esse mesmo porto recebeu o maior número de africanos escravizados na história da humanidade. E os restos de muitos deles ainda estão lá, literalmente e figurativamente. A Agência Pública de jornalismo investigativo lançou recentemente um aplicativo para uso exclusivo na área do porto, chamado Museu do Ontem. Usando tecnologia de Realidade Aumentada, fatos e histórias sobre a região que ninguém pode ver à primeira vista se tornam visíveis. O aplicativo combina jornalismo, arte, tecnologia e uma pitada de “Pokémon Go” para trazer ao público uma nova visão da região portuária. Como o título sugere, o foco está na rica história do bairro. Mas em vez de capturar monstros minúsculos, o usuário desbloqueia histórias ao se aproximar geograficamente. Leia a matéria completa e Baixe o aplicativo no Google Play e na Apple Store. Fonte: Combate Racismo Ambiental.

Opinião | Bruno Lima Rocha: O Brasil em transe e a ausência de penetração da crítica

Circula um debate entre a esquerda brasileira onde o eixo da polêmica é a “ausência do povo na rua”. É óbvio que a capacidade de mobilização das camadas mais humildes de nossa sociedade está muito distante de um mínimo patamar necessário para a defesa dos direitos coletivos. Por outro lado, a crise brasileira contemporânea passa pela explosão mobilizadora de 2013, o abismo ideológico que não avançou no período de maior crescimento econômico (2003-2014) e a ascensão da chamada “nova direita”, ou o pensamento conservador transformado em ação política através da internet brasileira. Neste breve artigo, debatemos o país em transe e apontamos uma das possibilidades de trabalho de inserção social e disputa ideológica mais urgente, a partir das entranhas da base de nossa injusta e absurda pirâmide social. Após 13 anos de governos lulistas (com giro à centro-esquerda), os benefícios materiais de 44 milhões de pessoas não refletiram em maior capacidade organizativa.  Ao contrário. A massa foi entregue às loucuras do pós-fordismo (trabalhando, fazendo bicos, estudando de noite e sobrevivendo nas regiões metropolitanas) e não teve – ou não tem – canais de interpretação da crise política brasileira. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Blog de Canhota.

Os três “P” ou a trilogia do racismo

Por Joacine Katar Moreira - O racismo é a negação da pessoa negra como seu semelhante, colocando-a na “zona do não ser”, como diz Frantz Fanon, uma negação secular e normalizada, que se transformou na sua sujeição a uma violência com consequências em diferentes gerações. Uma negação que é fruto de um delírio colectivo de superioridade. O racismo tem a ver com uma sequência de construções e produções discursivas que se foram solidificando com o tempo, fruto do colonialismo e da escravatura e baseadas em três pilares fundamentais: poder, privilégio e presunção. Os três “P”. Resiste-se ainda a debater o tema de forma científica, académica e profícua e insiste-se no mito de que a colonização portuguesa foi menos violenta, de que o tráfico de escravos sempre existiu, naturalizando-o, e de que Portugal se misturou com outros povos — como se estas tivessem sido relações estabelecidas em igualdade de circunstâncias e não pressupusessem uma violência, nomeadamente sobre o corpo da mulher negra. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Público.

O desconforto com as cotas é patente e emerge um racismo de reação

Por Angela Alonso - O Brasil agora gosta de se definir como multicultural. O nome antigo era "democracia racial", mas o sentido permanece: não temos conflitos étnicos. A harmonia na diversidade é um mito nacional e, como todos os mitos, encobre e revela. Encobre a desigualdade entre os grupos étnicos e revela a dificuldade coletiva em tratar do assunto. A democracia racial faz mais água onde está o dinheiro. Além da disparidade de renda, a supremacia branca é patente nas posições de comando de recursos públicos e privados. E se reproduz. O direito de herança transmite um patamar básico de superioridade econômica dos brancos de uma geração a outra. Filhos de negros saem da maternidade em desvantagem. Mas desigualdade não é apenas vício de origem. Repõe-se ao longo da vida. A escolarização deveria anulá-la, mas a reforça. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Folha de São Paulo.

De que serve a arte para as mulheres negras, latino-americanas e caribenhas?

Por Grazieli Rodrigues e Thais Silva - Nesse texto pretendemos brevemente refletir enquanto mulheres, artistas e militantes uma das perspectivas da arte dentre muitas das ferramentas de luta das quais podem e têm se armado as mulheres hoje e historicamente para denunciar as contradições impostas às nossas vidas, utilizando como exemplo a exposição "Elas e Nós, Luto e Luta", organizada pelo coletivo de artistas Elas e Nós. Olhando somente para o nosso continente já teríamos incontáveis e brilhantes exemplos de mulheres artistas que atribuíram a arte, essa via tão potente de expressão função social, política e mesmo subjetiva, para expressar e denunciar muitas das contradições colocadas diante da vida das mulheres hoje e historicamente, e outras tantas que foram mais longe e colocaram sua arte à serviço da transformação dessa sociedade. Leia o artigo na íntegra. Fonte: Esquerda Diário.

XIV Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe

A 14ª edição do Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe (Eflac), organizado pelo Cotidiano Mujer – coletivo uruguaio dedicado à comunicação e aos direitos humanos -, acontece entre os dias 23 e 25 de novembro, em Montevidéu, capital do Uruguai. O encontro tem como principal objetivo, a partir da incorporação dos direitos humanos das mulheres, contribuir com o fortalecimento da democracia na América Latina. “Ele representa uma potente referência regional de trocas feministas da América Latina e do Caribe, dos problemas existentes, das práticas desenvolvidas pelos diferentes feminismos, assim como da construção de estratégias em comum”, afirma Maria do Socorro Almeida, membro da Comissão Organizadora do Eflac. Leia a matéria completa. Fonte: Observatório da Sociedade Civil.

Kimberlé Crenshaw: Sobre intersecionalidade

Texto de Bim Adewunmi. Tradução de Bia Cardoso - Intersecionalidade — a teoria que fala como os diferentes tipos de discriminação interagem — trouxe atenção global para a professora de Direito Kimberlé Crenshaw. Nesse texto, ela conversa com Bim Adewunmi sobre o fato de que tanto as campanhas feministas como as antirracistas tem deixado as “mulheres de cor invisíveis na visão geral”. Nos últimos tempos, a teoria da intersecionalidade — o estudo de como diferentes estruturas de poder interagem nas vidas das minorias, especialmente das mulheres negras, uma teoria que ela deu nome em 1980 — tem desfrutado de um ressurgimento de interesse por parte do feminismo popular e acadêmico. Seu nome e seu trabalho tornaram-se um ponto introdutório para feministas de todas as linhas. Leia a matéria completa. Fonte: Blogueiras Feministas.

Claudia Jones, uma pan-africanista, feminista e comunista pouco conhecida

Claudia Jones foi uma revolucionária cujo ativismo atravessou dois continentes, a América do Norte e a Europa. Claudia Vera Cumberbatch nasceu em 21 de fevereiro de 1915 em Belmont, Trinidad e Tobago, a terra que deu origem a grandes políticos como C.L.R. James, Eric Williams, George Padmore e Kwame Ture (anteriormente Stokely Carmichael). Ela e a família foram obrigadas a migrar para a cidade de Nova York durante os anos 1922-24, como resultado das dificuldades econômicas que eles experimentaram como membros da classe trabalhadora de Trinidad. Ela contribuiu para o trabalho do Partido Comunista dos EUA (CPUSA) como jornalista, editora, líder, teórica, educadora e organizadora de 1936 até a sua deportação em dezembro de 1955. Trabalhou para o jornal do partido Daily Worker, atuou como editora da revista da Young Communist League (YCL) Weekly Review, foi diretora estadual de educação e presidente estadual da YCL, tornou-se membro de pleno direito do CPUSA em 1945, e foi eleita para o Comitê Nacional da CPUSA em 1948, assumiu o cargo de Secretária da Comissão de Mulheres do CPUSA, atuou em várias funções e em outras publicações do partido. Claudia foi presa três vezes por causa de seu trabalho na CPUSA. Ela foi condenada sob o Ato Smith que visou os líderes do CPUSA e cumpriu oito meses de prisão. Leia a matéria completa. Fonte: Nova Cultura.

Direitos individuais no século da geolocalização

Por Luiz Ugeda - A globalização se retroalimenta do Big Data e das ferramentas geoespaciais. Pessoas se georreferenciam voluntariamente em redes sociais; o Estado georreferencia os cidadãos para efeitos tributários, criminais e até de espionagem; há políticas públicas que envolvem a prevenção de catástrofes naturais, a urbanização de favelas, o planejamento ambiental, a viabilização de infraestruturas e a gestão de detentos por tornozeleiras eletrônicas; empresas se utilizam do geomarketing para diversas finalidades econômicas; chega-se ao ponto de se criar a expressão geoslavery (geoescravo, em tradução livre) para alertar sobre invasões de privacidade devido à expansão desenfreada de serviços baseados em geolocalização. A massificação do acesso à tecnologia geográfica, impulsionada pela proliferação de smartphones, nos dá rápido acesso a diversas formas de mapas, e todos estes elementos em conjunto moldam o estilo de vida deste início de século. Leia a matéria completa. Fonte: Le Monde Diplomatique Brasil.

EXPEDIENTE

MÍDIA NEGRA E FEMINISTA
Boletim Eletrônico Nacional
Periodicidade: Mensal

EDITOR
Valdisio Fernandes

EQUIPE
Allan Oliveira, Aderaldo Gil, Atillas Lopes, Ciro Fernandes, Enoque Matos, Erica Larusa, Eva Bahia, Guilherme Silva, Kenia Silva, Lidianny Fonteles, Lúcia Vasconcelos, Luciene Lacerda, Luiz Felipe de Carvalho, Luiz Fernandes, Marcele do Valle, Marcos Mendes, Mariana Reis, Ronaldo Oliveira, Mônica Lins, Silvanei Oliveira.

COLABORADORES
Marcelo Gonzaga, Juciene Santos, Elenice Semini.

CONTATO
buzios@institutobuzios.org.br
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