Por Pedro Sales

Amazônia desbanca bilionários e é eleita a mais rica do mundo pela Forbes.

O francês Bernard Arnault, dono do conglomerado LVMH (Louis-Vuitton Möet Hennesy), o sul-africano Elon Musk, fundador da Tesla e dono do X (antigo Twitter), e Jeff Bezos, dono da Amazon, são três bilionários que sucessivamente se alternam na posição de homem mais rico do mundo. Nas versões digital e para assinantes da edição anual da Forbes Bilionários do ano, no entanto, quem ocupa a posição central é um bioma que se estende por oito países, mas é mundialmente associado ao Brasil, a Amazônia.

A capa da cultuada revista de negócios e economia carrega os dizeres “a mais rica do mundo é brasileira” com uma imagem da Amazônia estampada. A inclusão do bioma na edição que apresenta o ranking dos mais ricos do mundo respeita a avaliação do Banco Mundial. Segundo o órgão, a Amazônia em pé tem riqueza estimada em US$ 317 bilhões.

Ainda conforme o estudo, as atividades de preservação da floresta amazônica geram riqueza sete vezes maior do que por meio de atividades de exploração econômica da região que dependem da destruição do bioma, como o desflorestamento, por exemplo.

“É uma conquista incrível conseguir mostrar na capa da Forbes Bilionários do Ano quanto vale a Amazônia em pé. Todos já sabemos da importância da Amazônia para o planeta, mas é fundamental falar sobre o valor monetário de quando ela é conservada”, afirma Joanna Monteiro, da agência Africa Creative.

A agência e a empresa de cosméticos Natura são as responsáveis pela ação de mídia que colocou a Amazônia na capa das versões digital e para assinantes da edição mais esperada da revista, a que lista os mais ricos do mundo. A ideia das empresas é reforçar o compromisso com o fomento da bioeconomia, aliada à conservação e à regeneração do bioma.

“Ao longo de mais de 20 anos de atuação intensa na Amazônia, tivemos o privilégio de demonstrar para o Brasil e para o mundo que é possível respeitar a sociobiodiversidade da região e valorizar o conhecimento das comunidades tradicionais a partir de práticas regenerativas”, explica Tatiana Ponce, head de inovação da Natura.

As relações entre a empresa e as comunidades locais, apenas na Amazônia, se dá com 10 mil famílias de 44 comunidades. Em 2023, a Natura compartilhou R$ 42,8 milhões em recursos diretos  para as comunidades e contribuiu para a preservação de 2,2 milhões de hectares de floresta, segundo dados da empresa.

“Agora, mais uma vez, comprovamos isso e damos destaque para a riqueza incomparável proveniente da floresta em pé, alcançada por meio do desenvolvimento sustentável da região amazônica, que nos  viabiliza a criação de  produtos de alta performance a partir da bioinovação e da biodiversidade”, complementa Tatiana, reforçando a atividade da Natura e a inclusão na edição da Forbes.

 

Fonte: Congresso em Foco, Blog do Sylvio.

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