Os dados apresentados pelo Atlas da Violência 2020 deixam explícito o abismo gritante de gênero, raça e classe que fundamentam a desigualdade no Brasil.

O racismo no Brasil é estrutural, isto é, se manifesta na atuação dos agentes das instituições públicas, como os policiais, que representam o agente estatal mais perverso na prática do racismo institucional. A polícia elegeu o sujeito negro como o suspeito principal, atribuindo-lhe o estereótipo de inimigo padrão da sociedade. A violência é reflexo das vulnerabilidades às quais a população negra está sujeita e o quanto a violência atravessa esses corpos de maneira generalizada.

Apesar de alguns avanços conquistados, como a Lei Maria da Penha, o número de homicídios de mulheres negras – que inclui as pretas e pardas – segue aumentando com destaque para os feminicídios. Esses dados são, portanto, reflexo do racismo e da desigualdade que colocam em xeque ideais de justiça e direitos, e impacta o tipo de sociedade que estamos construindo para as próximas gerações.

Acesse o Atlas na íntegra

 

Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Mídia Ninja.

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ANO XVI – ED. 186 – SETEMBRO DE 2020

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