[Lula é reeleito Presidente da República para a quarto mandato. Foto: Paulo Pinto, Agência Brasil]
Na eleição de 2026, com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após uma virada histórica do primeiro turno, a única desde a redemocratização, Lula obteve 51,79 % (64.256.232) dos votos e Flávio Bolsonaro 48,21 % (59.826.041). O Presidente Lula ampliou 10,4 milhões de votos do 1º para o 2º turno.
Lula vence o neofascismo em uma vitória histórica sobre Flávio Bolsonaro (PL), herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. É eleito presidente pela quarta vez, tornando-se o primeiro brasileiro a vencer quatro eleições presidenciais pelo voto popular. Líderes mundiais de todo o globo celebram vitória de Lula.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (25.out.2026) que deve a vitória ao povo brasileiro, que chamou de “um exército da democracia”. Lula declarou que a mobilização, coordenada pelo Deputado Federal André Janones (Rede-MG), não foi organizada por partido, sindicato, igreja ou por ele próprio, mas pelo povo para defender suas conquistas. O presidente constatou que as manifestações dos 100 dias anteriores foram as maiores já vistas no Brasil e que muitas ocorreram de forma espontânea. Em 11 de outubro, o PT estimou em 1 milhão o público na Avenida Paulista; imagens de drone mostraram pessoas ocupando oito quarteirões. No ato de encerramento, em 24 de outubro, a manifestação ocupou 14 quarteirões. O partido estimou mais de 2 milhões de participantes, sem divulgar a metodologia.
Líderes mundiais de todo o globo celebram vitória de Lula
houve boicote no transporte em capitais governadas pela oposição ao PT
O coordenador da campanha de reeleição do presidente Lula (PT), o senador Camilo Santana, disse que “houve um boicote claro nas capitais” governadas pela oposição do PT, principalmente no Nordeste, como Salvador [Bahia] e São Luís [Maranhão] e outras. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse ainda na tarde de domingo (25) que “é muito grave” a tentativa de interferência no processo eleitoral por parte de prefeitos de várias cidades do Brasil ao não disponibilizar a quantidade necessária de ônibus para os eleitores no segundo turno. “O que é grave, porque quem precisa de transporte público, as pesquisas mostram, é o nosso eleitorado. Isso significa interferir diretamente no processo eleitoral”. Santana pontuou que o boicote promovido por prefeitos como Ricardo Nunes (MDB) e Bruno Reis (União Brasil) fere a lisura da eleição no Brasil e a visão que a democracia brasileira tem no exterior.
O PT entrou com um pedido de prisão contra o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), porque os ônibus urbanos não circularam na capital baiana neste domingo (25/10), dia do segundo turno das eleições. Às 11h54, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a retomada imediata da circulação das frotas municipais. Às 12h23, porém, os veículos ainda estavam estacionados. O pedido de prisão do secretário de Mobilidade Urbana da capital baiana, Pablo Souza, foi aceito pela Justiça, mas ele está viajando para Paris, na França. A prefeita Débora Borges (União), de Lauro de Freitas, cidade vizinha a Salvador, também foi alvo de um pedido de prisão do PT por não colocar os ônibus em circulação no município.
Prorrogação do horário de votação
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou após conversa com os Presidentes do STF Edson Fachin e TSE Nunes Marques, a prorrogação do horário de encerramento de votação até as 19h de domingo (25) após os relatos de redução de frota de ônibus em diversas cidades do país. A decisão foi dada após pedido ao STF da coligação do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que antes havia protocolado uma petição com pedido de liminar de urgência, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), solicitando a prorrogação do horário de encerramento da votação abrangendo pelo menos nove estados, em municípios atingidos por problemas no transporte público.
A decisão do ministro aconteceu após um dia de eleição marcado por muitas denúncias sobre falta de ônibus no transporte público de grandes cidades do país. O magistrado se valeu da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.013, de outubro de 2023, que diz que o poder público tem o dever de oferecer transporte público coletivo gratuito nos dias de eleição. Zanin esclareceu que a prorrogação era válida para locais onde as urnas ainda não haviam sido fechadas. “Nas urnas que já foram fechadas, os votos serão computados e totalizados”, afirmou.
Na capital e na Grande São Paulo, houve registros de ônibus enfileirados parados nas ruas, garagens lotadas de coletivos, demora na circulação, pontos e terminais lotados e passageiros que relatam longas esperas.
Essa dinâmica aconteceu mesmo após a Justiça Eleitoral determinar que a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans mantivesse 100% da frota em operação neste domingo (25), em níveis equivalentes aos de dias úteis.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também solicitou a prorrogação por duas horas em municípios de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, atingidos por fortes chuvas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá pela frente em seu quarto mandato, um Congresso com forte presença da extrema-direita, um Banco Central mantém uma das taxas de juros mais altas do mundo para controlar a inflação e um Donald Trump hostil. Para aprovar suas propostas, Lula dependerá do bloco de partidos de centro-direita, conhecido como “Centrão”, com o qual é cada vez mais difícil negociar, uma vez que desde o governo de Jair Bolsonaro, os parlamentares decidem o destino de uma parte considerável do orçamento federal, destacou a cientista política Mayra Goulart, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Fonte: STF, Revista Forum, Poder 360, AFP.




