Os movimentos, redes, coletivos, ativistas, instituições e organizações de povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, caboclos, negros, camponeses, artistas, religiosos, defensores da natureza, comunicadores, académicos, mulheres e habitantes da Amazónia e de outras regiões do planeta, estarão reunidos de 4 a 9 de agosto em Belém do Pará, Brasil, para a Assembleia dos Povos da Terra para a Amazónia.

O nosso objetivo é influenciar a Cúpula dos Presidentes da Amazônia, que se realizará nos dias 8 e 9 de agosto, e acordar um processo articulado de mobilização de todos os povos da Terra para salvar a Amazônia da atividade humana e das alterações climáticas, para travar as violações sistemáticas dos direitos dos povos e para promover alternativas para uma vida digna em harmonia com a natureza.

Esta convocatória é o produto de um processo de reflexão e convergência que temos vindo a realizar desde 2020 entre o Fórum Social Pan-Amazônico (FOSPA), a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), a Assembleia Mundial para a Amazónia (AMA), e várias organizações indígenas da bacia amazónica e instituições da sociedade civil para acordar os seguintes documentos de propostas que foram levados ao conhecimento dos governos amazônicos:

1) Evitemos o ponto de não retorno para a Amazónia;

2) O destino da Amazónia é o destino dos seus povos;

3) Salvemos a Amazónia da mineração e do mercúrio;

4) Água para a vida na Amazônia;

5) Financiamento direto, transparente e participativo, não para a mercantilização da Amazónia;

6) Em defesa dos corpos e territórios das mulheres andino-amazônicas na sua diversidade;

7) Fora os combustíveis fósseis da Amazónia.

Estes documentos apresentam uma série de propostas para que a Cúpula dos Presidentes da Amazônia adote mandatos claros e precisos, e constituem a base de um roteiro de iniciativas de ação no âmbito da próxima COP28 (Dubai), este ano, e rumo à COP30, a realizar em Belém do Pará, Brasil, em 2025.

É com resistência, empenho e esperança de que o grito da floresta seja ouvido, que apelamos a três grandes ações durante a Cimeira dos Presidentes da Amazónia, de 4 a 9 de agosto de 2023, em Belém do Pará, Brasil:

  1. A Assembleia dos Povos da Terra para a Amazónia no dia 7 de agosto na Aldeia Cabana.
  2. A Marcha dos Povos da Terra para a Amazónia, na manhã do dia 8 de agosto.
  3. A avaliação dos resultados da Cúpula dos Presidentes, e a aprovação do roteiro a seguir, no dia 9 de agosto à tarde.

Participaremos também nos «Diálogos Amazónicos» organizados pelo Governo brasileiro em coordenação com a sociedade civil brasileira, que se realizarão de 4 a 6 de agosto, para dar a conhecer as nossas posições e os problemas que raramente são discutidos nas cimeiras oficiais.

A Assembléia dos Povos da Terra para a Amazônia é uma cúpula dos povos, um encontro de reflexão, aprofundamento e tomada de decisões sobre questões socioambientais, econômicas, políticas e culturais da Amazônia, com o objetivo de estabelecer uma agenda comum dos povos para incidir na defesa da Amazônia. É um espaço organizado e apoiado por diversas organizações sociais, populares e tradicionais dos povos e comunidades em um processo de construção de um Plano de Vida para a Amazônia.

Nada sobre e para a Amazônia sem o povo!
Amazonizar!

 

Fonte: Assembleia Mundial pela Amazônia

Asamblea Mundial por la Amazonía (asambleamundialamazonia.org)

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