Por Leonardo Neiva

Em Cerquilho, cidade de 45 mil habitantes a 150 km de São Paulo, Gabriele Leite cresceu em uma casa musical. Sua mãe, a costureira Edelzuita Rodrigues dos Santos Leite, adorava dançar e sempre ouvia samba de roda, Fundo de Quintal das antigas, Zeca Pagodinho, Beth Carvalho e Alcione. O mecânico industrial Roberto Leite, seu pai, que gostava de James Brown e Luciano Pavarotti, notou que a filha demonstrava um encanto muito particular pela música – aos 4 anos, sua brincadeira favorita era fazer de conta que a vassoura era um violão, e os baldes da casa, uma bateria. Roberto pediu a um amigo que copiasse, em um CD, músicas de Dilermando Reis, Garoto e Francisco Tárrega, entre outros clássicos do violão. Aos 6 anos, a menina ganhou dois presentes que definiriam sua carreira: esse CD e um violão, dado pelo avô Éfito Reis.

Em 2020, em voo para os Estados Unidos, Gabriele Leite foi aceita no mestrado em Performance Musical da Manhattan School of Music, em Nova York (EUA), com bolsa integral da Sociedade Cultura Artística. Após o fim do curso, a violonista permaneceu e se aprimorou nos EUA, país onde atualmente é Doutoranda em Performance Musical pela Stony Brook University, instituição de Nova York (EUA).

Hoje com 26 anos, Gabriele Leite lançou no fim do ano passado seu primeiro álbum, Territórios, com quatro peças de alto nível técnico para violão clássico, que chega ao mercado fonográfico pela gravadora carioca Rocinante em edição digital e em LP. A jovem violonista negra acumula prêmios e vitórias em concursos. Em 2022, uma apresentação dela foi recomendada pelo New York Times. Considerada um dos maiores prodígios contemporâneos no instrumento pela crítica especializada, Leite chegou a figurar na lista Under 30 da revista Forbes como destaque na música brasileira em 2020.

 

CV: GABRIELE LEITE

Após lançar álbum de estreia, prodígio do violão clássico defende a valorização do músico no Brasil e critica falta de incentivos e oportunidades.

Para conhecer melhor a trajetória da violonista clássica Gabriele Leite, talvez o ideal seja simplesmente escutar de cabo a rabo seu primeiro álbum. Isso porque “Territórios” (2023), disco de estreia da artista brasileira, homenageia em todas as suas faixas as diversas influências e lugares por onde a paulista de apenas 26 anos passou durante sua jovem mas prolífica carreira na música clássica.

Passando pela “Melodia Sentimental” (1887-1959), de Heitor Villa-Lobos, uma das primeiras canções que tocou durante os estudos no Conservatório de Tatuí, e pelas cinco “Bagatelas” do britânico William Walton (1902-1983), que ela aprendeu ainda recém-chegada ao mestrado em Nova York, o disco acompanha a jornada musical de Leite desde a saída da cidade natal de Cerquilho, no interior de São Paulo. A obra ainda perpassa três sonatas de Sérgio Assad, um dos principais violonistas clássicos brasileiros da atualidade, que inspirou a artista a buscar voos maiores.

Considerada um dos maiores prodígios contemporâneos no instrumento, Leite chegou a figurar na lista Under 30 da revista Forbes como destaque na música brasileira em 2020. Hoje morando em Nova York, onde cursa doutorado na Universidade Stony Brook, ela não chegou a ter na infância influência de outros músicos na família — o que não significa que o ambiente doméstico não tenha sido a primeira inspiração para seguir carreira na área.

“Tinha uma cultura de escutar muito rádio, ouvíamos música sempre dentro de casa. Até antes de ser alfabetizada, já brincava de imitar artistas que meu pai colocava para assistir, de Pavarotti a James Brown”, conta a artista. Desde cedo, também tinha vontade de gravar um álbum seu, como resposta ao disco que a fez se apaixonar pelo violão clássico, presente de um amigo do pai. “Eram oito faixas de violão que ele mesmo gravou, com músicas do Tárrega [violonista espanhol], Villa-Lobos, coisas bem simples. Escutava aquilo fielmente todos os dias.”

Decisivos para continuar seguindo o talento musical até uma profissionalização na área foram o apoio dos pais e a existência de instituições públicas de ensino na área, como o Projeto Guri, onde deu os primeiros passos de aprendizado, e o Conservatório de Tatuí. “Sem o Guri, talvez não tivesse seguido por esse caminho, porque minha família não tinha condições financeiras”, lembra a jovem.

Outro desafio que precisou enfrentar, e ainda enfrenta, é o do preconceito, seja pela visão muitas vezes machista que se tem de artistas mulheres, seja pela falta de representatividade no ambiente da música clássica, a ponto de ela se surpreender com o primeiro professor negro que teve: Jair Teodoro de Paula (1934-2012). “Na primeira aula com ele, na hora que ele me viu, ficou muito feliz. A gente teve uma coisa afetiva muito bacana”, conta.

Além dele, a violonista faz questão de destacar outros professores que fizeram parte de sua trajetória. Desde Josiane Gonçalves, do Projeto Guri, que a ajudou na inscrição para o Conservatório, até o violonista Paulo Martelli, da Unesp, essencial para montar o repertório que a levou a estudar nos EUA. Atualmente, o principal mentor é o professor João Luiz, da Stony Brook, que, segundo a própria Gabriela, foi seus ouvidos durante todo o processo no estúdio de gravação.

Embora tenha vindo em novembro ao Brasil para alguns concertos em prol do lançamento do álbum, a artista ainda pretende voltar ao país em 2024 para uma tour mais longa e abrangente com o repertório do disco. A violonista também conversou com Gama sobre a falta de incentivos para a música clássica no Brasil, a visão equivocada que se tem da profissão por aqui e a importância da resiliência para quem pretende seguir trajetória semelhante à sua.

 [Foto: Diego Bresani]

“Desde nova, entrei em contato com as pessoas pela música”

 

  • G |Como a música e o violão clássico entraram na sua vida? O que te moveu a seguir esse caminho?

    Gabriele Leite | 

    Sempre gostei de escutar música. Comecei a tocar violão quando tinha seis ou sete anos. Sou do interior de São Paulo, de Cerquilho, uma cidade pequena onde todo mundo se conhece. Tinha uma cultura de escutar muito rádio, ouvíamos música sempre dentro de casa. Até antes de ser alfabetizada, já brincava de imitar artistas que meu pai colocava para assistir, de Pavarotti a James Brown. Pegava balde, vassoura e brincava sempre com aqueles violõezinhos de plástico. Quando chegou meu aniversário, meus pais perguntaram: você quer um patinete ou um violão? Respondi que queria um violão. Aí, no final daquele ano, ganhei um patinete dos meus pais e um violão do meu avô. O violão chegou e ficou parado, porque o patinete era muito mais interessante para uma criança. Mas minha mãe buscou um lugar para eu fazer aulas e conheceu o Projeto Guri, onde tive minha base de violão clássico. Desde nova, entrei em contato com as pessoas pela música. Um amigo do meu pai me deu um CD de presente. Eram oito faixas de violão que ele mesmo gravou, com músicas do Tárrega [violonista espanhol], Villa-Lobos, coisas bem simples. Escutava aquilo fielmente todos os dias.

     

  •  

    G |Apesar do apoio familiar, teve dificuldades no começo?

    GL |

     

    Dificuldade sempre tem. Sem o Guri, talvez não tivesse seguido por esse caminho, porque minha família não tinha condições financeiras. As instituições públicas de ensino de música foram cruciais para eu continuar meu caminho. Quando entrei no Conservatório de Tatuí, a mesma coisa. Meus pais acreditaram muito no que eu queria fazer. Não imaginavam que eu faria sucesso, só queriam apoiar meu sonho. Minha mãe não terminou o ensino fundamental. Meu pai ainda concluiu o médio, mas sempre disse que gostaria de ter feito enfermagem. Por isso, ele apoiou o que as filhas quisessem estudar. Esse incentivo foi muito importante. No ano em que entrei no Conservatório, minha irmã passou numa universidade federal, e eles tinham que bancar a moradia dela em outra cidade. Foram épocas difíceis. As costuras da minha mãe rendiam bastante para auxiliar no escape financeiro. Foi muita luta mesmo. Com o tempo, avancei no Conservatório e comecei a ganhar um dinheirinho, meu primeiro emprego formal. Tive que ir para uma escola pública e estudar de noite, foi um choque de realidade muito grande. No sistema público brasileiro, as pessoas só passam, não retêm nada. Mas foi o jeito de ter a experiência do Conservatório, tocar na camerata, para os professores, em shows. Viajei bastante pelo interior de São Paulo com o grupo, algo muito importante para a carreira.

     

  • G |Quando você decidiu de fato se profissionalizar na música?

    GL | 

    Eu sempre soube que a carreira que estava seguindo não dava muito dinheiro. Quando tinha 15 anos, fiz o Enem e queria me graduar em violão. Ia ter que morar em outra cidade, mas meus pais super entenderam. Passei na Unesp, fiquei super feliz. Foi quando me mudei para São Paulo. Foi uma experiência incrível morar na capital. Tem muita coisa acontecendo, uma imersão cultural. É uma loucura, mas um caos muito gostoso. Também fui selecionada para o programa de bolsas da Cultura Artística, uma instituição fundamental para o jovem músico clássico hoje no Brasil. Em 2017, falei que meu sonho era morar em Nova York, e eles me ajudaram nesse processo, pagaram até um curso de inglês. Em 2018, ganhei três concursos importantes de violão, o que gerou uma ida para a Alemanha por cinco dias. Foi a primeira vez que saí da América do Sul. Em 2019, terminei meu bacharelado e apliquei para o mestrado na Manhattan School of Music. Como a carta veio no dia 1º de abril, meu pai achou que era mentira. Eu ia morar em Nova York. Mas, por conta da pandemia, não tinha emissão de visto. E eu só tinha bolsa para cobrir o curso, mas não me manter nos EUA. Comecei a mandar email para a universidade, o que rendeu uma bolsa de 50% para moradia. Acabei fazendo meu primeiro ano de mestrado online, lá de Cerquilho, para não perder o curso. Em 2021, as coisas se flexibilizaram. Em agosto, vim fazer o segundo ano  em Nova York. Foi incrível a experiência na cidade, mas passou muito rápido. Depois de três meses curtindo, já tinha que decidir o que fazer em seguida. Foi aplicação para doutorado, cartas, recitais. Fiz alguns concertos importantes no Brasil em 2022, uma montanha-russa. Fui aprovada no doutorado na Stony Brook University, onde hoje sou professora-assistente do curso de violão.

     

“Tem muitos mitos, como o de que mulher toca com delicadeza. Peraí, sou mulher e posso tocar violão”

 

  • G |Era um dos seus objetivos lançar um álbum? Como surgiu o “Territórios”?

    GL | 

    Assim como um disco me influenciou quando era pequenininha, sempre falei que um dia ia gravar meu CD. Só que, quando você é violonista clássico, seu círculo é muito pequeno. Se não tem dinheiro, vai demorar. Minha intenção era, quando acabasse o doutorado, me inscrever em edital para angariar fundos. Mas, em 2022, um dos diretores da gravadora Rocinante me mandou mensagem propondo gravar um álbum. Eu estava num momento de muita dificuldade, porque tinha passado no doutorado sem bolsa integral, mas um professor brasileiro daqui disse que era uma oportunidade de ouro. Então decidimos o repertório e começamos o processo de gravação. Entre 2022 e 2023, toquei uma série de concertos com o repertório do disco, no Festival de Miami, em Seattle e em vários pequenos recitais. Em junho, estava com as mãos aquecidas para entrar no estúdio. Os fundadores da Rocinante vieram para cá, e gravamos em três dias. Foi uma baita imersão no estúdio, me senti num ambiente familiar. Para um primeiro disco, não poderia ser melhor. Cheguei ao título “Territórios” com a ajuda de um amigo poeta. A ideia era contar todos esses lugares onde estive, desde Cerquilho e Tatuí até São Paulo e de repente Nova York, a capital do mundo.

     

  • G |Como vocês escolheram o repertório?

    GL | 

    “Melodia Sentimental” foi uma música que toquei enquanto estava em Tatuí. Decidi que essa música eu ia tocar bem, porque era simples, bonita e as pessoas reconheciam. Foi um processo de entender o que era essa música um pouco mais intelectual. “As Bagatelas”, do Walton, é bem tradicional do violão clássico, um desafio. Quando cheguei em Nova York, foi a primeira peça que trabalhei no mestrado, então tem um valor sentimental. E a sonata do Sérgio foi no período de doutorado, como uma coroação. O Sérgio Assad foi o primeiro que me falou, quando eu tinha 17 anos, que eu precisava morar fora, as pessoas precisavam me conhecer. Ele é um músico muito crítico, então escutar isso dele me deu um gás. Trazer a música do Sérgio para o álbum é uma forma de agradecer pelo incentivo lá atrás.

     

  • G |Você chegou a sofrer com racismo ou machismo ao longo dessa trajetória?

    GL | 

    Não se pode nunca negar o racismo no Brasil, que muitas vezes acontece de forma velada. Quando tive um professor preto pela primeira vez, até me assustei, porque nos outros anos não tinha. Num projeto social como o Guri, é mais mesclado. Já no Conservatório, eram poucas meninas e poucas pessoas pretas. Na Unesp, só tinha um professor preto, o Fábio Miguel, um professor incrível. Conforme fui subindo o nível, foi rareando. Na universidade, num curso de 20 violonistas, tinha duas mulheres e uma negra. Quando íamos tocar, era sempre só eu. É difícil não se ver representada. Alguns falavam que eu tocava forte, igual homem. Tem muitos mitos, como o de que mulher toca com delicadeza. Peraí, sou mulher e posso tocar violão. Você tem que ir se fortalecendo, senão a coisa pira o cabeção. Você entra numa sala de concerto, onde as pessoas não esperam uma pessoa negra, e o segurança vai atrás, inclusive aqui nos EUA. Uma vez fui tocar num concerto de mestrado, e uma senhorinha pegou no meu cabelo sem minha permissão. Paralisei, fiquei chocada. Ela se sentiu nesse direito. A gente tem que tomar posição. Se deixar velado, vai continuar sofrendo com isso. É uma batalha. Meu pai dizia para tocar sempre vestida impecável e não usar roupa branca, senão iam pensar que eu era garçonete.

     

  • G |Quais as principais dificuldades de atuar na música clássica hoje?

    GL | 

    O principal ponto são os incentivos. Fica muito sucateada a música clássica no Brasil. Tem programas sociais maravilhosos, em que pessoas periféricas como eu têm acesso a essa educação. Mas e depois? No meu caso, tinha o Conservatório, depois a universidade, mas será que é fácil passar? Por isso lei de cota é importante. Tive essa experiência, e sei que sair de uma escola pública para entrar na universidade é difícil. Esses espaços vão sumindo. Tenho colegas que terminaram a universidade, mas tiveram que buscar outra coisa, porque não tinham onde atuar. No Brasil, tenho muitos amigos que são doutores e não têm emprego. É um problema estrutural, que precisaria de mais incentivo financeiro para gerar oportunidades. Outra dificuldade é que não adianta só tocar bem. Tem que ser articulado, dinâmico, saber escrever para um edital, sair da sua área de atuação para sobreviver. A formação que a gente tem na academia não ensina a se desdobrar. Percebi isso quando precisei pedir uma bolsa na Manhattan University. As escolas de música preparam para tocar, a universidade prepara o intelectual, mas e a prática? Você acaba aprendendo na marra. O músico tem que ser muito multidisciplinar. Isso é um problema, porque você tem que manter um certo nível no instrumento, mas fazer outras coisas que podem prejudicar o desempenho. Romantizam muito a vida do músico, mas a gente não tem final de semana, precisa tocar, dar aula, colocar comida na mesa, e as pessoas não dão valor. O cara contrata para tocar no barzinho e quer pagar 100 conto mais comida. Mas e o tempo de estudo? Ninguém paga por isso. É uma cultura que precisa mudar. Se o médico salva vidas, o músico também. O entretenimento é importante para a nossa saúde mental. Por que tratamos diferente?

     

“Quando você é novo, pensa que a exposição é mais importante. Tem que tomar cuidado: músicos passam por dificuldades financeiras por não saber botar essas regras”

 

  • G |Teve alguma falha que você cometeu na sua trajetória que hoje não faria?

    GL | 

    Se você tem 17 anos e toca bem, não sabe mensurar seu valor. Se pedir muito, a pessoa não chama. Se for pouco, está sendo explorado. Quantas vezes não toquei por dinheiro de pinga? Ou nem perguntei quanto iam pagar? Uma vez, toquei um recital inteiro numa casa muito chique em São Paulo e não ganhei nada. Hoje me pergunto por que fiz isso. Era uma galera que tinha grana. Quando você é novo, pensa que a exposição é mais importante. Só que tem que tomar cuidado, senão vira um ciclo. Você vê músicos passando por dificuldades financeiras por não saber botar essas regras. Isso não foi ensinado.

     

  • G |O que você diria para alguém que queira seguir uma trajetória parecida com a sua?

    GL | 

    Não tenha medo de arriscar. Se estiver disposto a trocar com as pessoas, o processo ainda não é fácil, mas vai ser mais palatável. Quando eu era criança, não imaginava que ia morar em outro país, falando outra língua. Foram tantos os incentivos que fui colocando minha cara a tapa, aprendendo com erros, acertos e com a sorte, que também rola às vezes. Sendo arrogante você não chega nos lugares. Precisa entender que não se está sozinho no mundo, entender a moeda de troca. Una-se aos colegas, familiares, confie em quem quer te ver crescer. E tenha muita resiliência, paciência. Comecei a tocar violão com seis anos de idade, hoje tenho 26. Tem gente que precisa de menos, gente que precisa de mais tempo de prática.

     

  • G |Você tem uma missão na sua profissão?

    GL | 

    Sinto que estou aqui abrindo portas para as futuras gerações. O tanto de mensagens que recebo no Instagram, de gente dizendo que cursa música por minha causa ou pessoas mais velhas que decidiram voltar a estudar violão. Então minha principal missão é fazer as pessoas acreditarem que não existe idade certa. É difícil, não quero romantizar, mas é possível desenvolver o necessário e pensar coletivamente. Algumas portas fecham, outras abrem, mas penso muito nas próximas gerações, em quem está observando. Quero sempre falar sobre a minha trajetória para mostrar que já passei pelas mesmas coisas.

     

  • G |Quais suas metas hoje?

    GL | 

    Quero terminar o doutorado e aproveitar para tocar em muitos lugares, nos EUA, na Europa e no Brasil. Nos concertos que dou aqui nos EUA, as pessoas me perguntam de onde eu vim, como ainda não me conheciam. No Brasil, o violão pode ser muito comum, mas em outros países, não. Pretendo chegar nesses lugares, levar a música a locais onde as pessoas não estão esperando uma violonista. E continuar agregando em parcerias com outros músicos. Você acaba vivendo nesse quadradinho do violão, mas quero colaborar com músicos de fora, músicos populares, são várias possibilidades. Vejo um futuro de troca com as pessoas.

     

    Fonte: Revista Gama e Revista Piauí.

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