Por Carlos Trindade

[Atualizado deputados/as eleitos, pelo editor em 06/10/2026]

 

Acompanhando de perto a atuação da Bancada Negra (criada em 2023) no âmbito do meu Doutorado, compartilho uma leitura preliminar sobre o saldo deste último pleito:
1. Crescimento real: Houve aumento do número de parlamentares pretos(as) eleitos(as). Isso é um indicativo importante de consistência política, indo além das distorções da autodeclaração de conveniência que por vezes infla números com parlamentares sem compromisso orgânico com a pauta.
2. Transição legislativa:
* Saem nomes históricos: Benedita da Silva, Orlando Silva, Vicentinho e Otoni de Paula.
* Entram para o combate: Jones Manoel, Olívia Santana, Maria Marighella, Ana Elisa, Renato Freitas, Ricardo Azevedo, Anielle Franco, Elias Jabbour, Fábio Felix, Perpétua Almeida.
* Permanecem (reeleitos): Talíria Petrone, Erika Hilton, Antônio Brito, Carol Dartora, Daiana Santos, Pastor Henrique Vieira, Dandara Tontzin, Jack Rocha, Walmir Assunção, Damião Feliciano, Denise Pessoa e Pastor Isidório.
3. Agenda de lutas à frente:
* Aprovar a PEC da Reparação;
* Preservar a soberania e a democracia;
* Fortalecer as organizações negras nos territórios;
* Barrar a necropolítica das forças reacionárias no parlamento.
A correlação de forças será dura, mas há lastro político e capacidade de combate para colocar a pauta racial no centro da disputa nacional.
Simbora trabalhar. Nem um passo atrás!
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